Cineclube "Silvino Santos" com programação na Casa da Linguagem a partir do dia 08/03/17




O Cineclube Silvino Santos funciona integrado ao curso de Bacharelado de Cinema e Audiovisual e foi criado em 2014 para fomentar o debate sobre a linguagem cinematográfica. A prática do cineclubismo está na origem da formação de grandes cineastas, como Jean-Luc Godard e Wim Wenders. Os cineclubes surgiram nitidamente em resposta a necessidades que o cinema comercial não atendia, num momento histórico preciso. Assumiram diferentes práticas conforme o desenvolvimento das sociedades em que se instalaram. Mas assumiram uma forma de organização institucional única que os distingue de qualquer outra.
A escolha do nome do Cineclube Silvino Santos é uma homenagem ao cineasta português, baseado na Amazônia, que foi responsável pelos primeiros filmes autorais realizados em nossa região. Como relata o crítico Amir Labaki: Silvino Santos, português radicado no Brasil, considerado o primeiro autor do Norte do Brasil, produziu entre 1920 e 1935, dez filmes exibidos comercialmente em todo o território nacional, entre eles a sua obra principal “No Paiz das Amazonas” de 1922. Conforme Labaki: sua filmografia alcançou a marca impressionante de quase cem títulos, sendo sete longas, cinco médias e 83 curtas.
Como o intuito de um Cineclube é dar espaço para a análise da produção autoral, desprezada pelos circuitos comerciais, é importante destacar a atuação de realizadores, que explorem a linguagem cinematográfica. A programação desse cineclube na Casa da Linguagem em 2017 será dedicada à MOSTRA DIRETORAS, dedicada à produção cinematográfica de realizadoras, destacando a forca do universo feminino. As exibições serão seguidas de debates.
O primeiro filme a ser exibido será “Separação” (1968) de Jack Bond com roteiro e interpretação Jane Arden, no dia 08/03 às 18h no Cineclube da Casa da Linguagem. “Separation” é um raríssimo filme experimental, comparado aos trabalhos mais radicais da Nouvelle Vague francesa, marca a primeira parceria do diretor Jack Bond e a atriz e roteirista Jane Arden. Com narrativa episódica, não linear e por vezes surreal, mostra a desintegração emocional de uma mulher (Jane Arden) e o relacionamento dela com o (ex) marido e o amante.
O cineclube Silvino Santos conta com o apoio do Centro de Estudos de Cinema – CEC e da Associação de Críticos de Cinema do Pará – ACCPA e é coordenado pela professora Jorane Castro e professor Marco Antonio Moreira. 


Entrada franca.

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