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Mostrando postagens de Novembro, 2013

CINE TROPPO - SEMANA DE 22 À 28/11/13

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Cine Troppo
Marco Antonio Moreira Carvalho



“AMOR PLENO”
O cineasta Terrence Malick pensa o cinema como uma arte com caminhos ainda a serem explorados e provavelmente por isso seu trabalho pode ser interpretado de várias formas, agradando ou não crítica e público. Mas não se pode deixar de perceber que sua intenção como artista é de desafiar o espectador com seus temas e meios de fazer um cinema de exploração, de investigação. O cinema de Malick nos leva sempre a busca do equilíbrio do homem com relação a natureza, elemento real e significativo que prova a sua existência através da sua beleza e complexidade, como se esse fosse o início de uma outra vida, uma outra harmonia, um outro padrão de descoberta humana. Seus filmes direta ou indiretamente revelam esta busca através de histórias de amor, de conflitos, de dúvidas, de perguntas e respostas.
Desde os primeiros filmes de Malick, “Terra de Ninguém”(1975) e “Cinza do Paraiso”(1978), esta busca já tinha sido revelada de forma intensa…

CINE TROPPO - SEMANADE 15 À 21/11/13

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Cine Troppo
Marco Antonio Moreira Carvalho


*”Ninfomaníaca”, novo filme de de Lars Von Trier (foto) (mesmo diretor de “”Dogville”, “Anti-Cristo” e “Melancholia”) já tem data marcada para lançamento no Brasil : janeiro de 2014. O filme tem longa duração e será lançado em duas partes (a segunda parte ainda não tem data de lançamento definido). No filme, Von Trier mostra a história da vida sexual de uma mulher da adolescência até os 50 anos, com direito a cenas de sexo reais (que foram rodadas por dublês e tiveram os rostos dos atores incluídos posteriormente, graças à evolução dos efeitos especiais). O longa-metragem tem cerca de 5 horas de duração A protagonista do filme é Charlotte Gainsbourg, (que já trabalhou com von Trier em “Melancolia” e “Anticristo”). No elenco, Willem Dafoe, Shia LaBeouf, Stellan Skarsgård, Christian Slater, Jamie Bell e Uma Thurman.
*O francês Michel Hazanavicius, ganhador do Oscar de melhor diretor de 2011 por “O Artista” (que venceu também na categori…

CINE TROPPO - SEMANA DE 08 À 14/11/13

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Cine Troppo
Marco Antonio Moreira Carvalho


*“Pietá” de Kim Ki Duk ainda está em exibição no circuito local e merece ser visto. Certamente é um dos melhores filmes do ano. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2012, o filme mostra o estilo forte, cruel e ao mesmo tempo poético do diretor coreano Kim Ki Duk, já revelado em ótimos trabalhos como “Fôlego” e “Sonho”, além dos líricos “Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera” e “Casa Vazia”. “Pietá” revela um mundo violento e desumano a partir da relação entre um criminoso e sua mãe que tenta humanizá-lo depois de anos de abandono. Esta busca da mãe pelo filho, envolvendo o perdão, a humildade, o amor, coloca seu filho em confronto com o mundo duro que ele aprendeu a viver, enfrentar, sobreviver. O filme tem belos momentos de amor, de dor, de busca, de resgate de ambos os personagens, mãe e filho. E o final inesperado, nos dá uma sensação de esperança e amargura sobre o mundo que estes personagens (sobre) vivem. “Piet…

CINE TROPPO - SEMANA DE 01 À 07/11/13

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Marco Antonio Moreira Carvalho

ACCPA - 50 ANOS DE CRITICA DE CINEMA
A crítica de cinema fazia parte de um jornal ou revista a partir do que fazia André Bazin na França e os redatores do “Variety” nos EUA. Por aqui a moda (e era) ganhou espaço quando ainda se sentia efeitos da época dourada da borracha e o cinema deixava de ser um brinquedo inconsequente dedicado à classe menos favorecida. Surgia o cinema Olympia como espaço “de luxo” para a burguesia ainda banhada no lucro da goma elástica e no folheto que trazia a programação da casa o poeta Rocha Moreira comentava filmes de forma muito pitoresca, usando títulos como motivo para saudar frequentadoras das “matinês” e “soirées”. Mas eu sempre pensei em crítica local a partir da coluna “Palcos e Telas” que o bancário Theodoro Brazão e Silva publicava em “A Folha do Norte” atendendo aos pedidos do diretor do órgão, Paulo Maranhão. Theodoro dividia de forma explicita o que era “filme comercial” e “de arte”. Eu, garoto, aprend…